Bom, depois de conhecer um pouco de Cusco voltamos para o hostel para descansar, pois no próximo dia acordaremos cedo para comprar nosso boleto para Machu Picchu e visitar as ruínas da Sacsayhuamán, Qenqo, Pisac e Tambomachay.
Às 6:30h já estávamos acordados, tomamos nosso "desayuno" que teve café com leite, suco, chá de coca, pães com geleia ou manteiga e fomos ao INC (Instituto Nacional de Cultura) comprar nossa entrada para MP.
Compramos os boletos para MP por 126 soles, o Marcos queria muito Huayna Picchu (custava 25 soles) mas tem que fazer reserva 5 dias antes devido a limitação (acreditamos que seja de 200 pessoas por dia, e olha que estamos na baixa temporada) enfim, como não estava no nosso planejamento ficar esse tempo em Cusco, voltamos, guardamos os boletos no hostel, pegamos o mapa e começamos nossa grande caminhada (tudo subida) pela Av. Choque Chaca em direção à Sapantina até as ruínas do Valle Sagrado.
Para entrar nas 4 ruínas tem que pagar uma taxa de 70 soles por pessoa, mas já tínhamos visto que dá pra ver bastante coisa sem ingressar e apesar dos peruanos terem nos oferecidos um monte de pacote (tinha um que você ia à cavalo, era bem tentador) todos tinham limitação de tempo. Resistimos e fizemos como estava no nosso roteiro, ou seja, visitamos os dois mais próximos, pegamos um bus (1 sole) até o último (também o mais alto) e veríamos os outros descendo à pé, sem pagar nada
.
SACSAYHUAMÁN
Começamos visitando esta ruína (uma das mais conhecidas da região) e os sinais da altitude já nos
mandavam lembranças. Com mais de 4 mil metros quadrados de fortificação, esta obra
possuía aspectos e significados militares para o povo Inca. Aqui o que mais impressiona, assim como todas as construções Incas, são os tamanhos das
pedras e os encaixes perfeitos sem o uso de nenhum tipo de argamassa. Já lemos que essas pedras foram trazidas de mais de 3 km de distância ao norte dali, incrível.
Vale lembrar que a cultura Inca era baseada em três símbolos muito importantes: o Condor representava o céu e os deuses, o Puma representava a vida do homem na terra e a Serpente que representava o mundo espiritual, o mundo da morte. É possível vê-los em alguns detalhes.
Muitos acreditam, e isso dá para sentir, que essas ruínas canalizam boas energias vindas do sol. Tão bom quanto o visual é o canto dos pássaros que não parava um só minuto.
CRISTO BRANCO
Saímos de Sacsayhuamán e aproveitamos para conhecer o Cristo Branco antes de pegar o bus para Tambomachay. O Cristo fica no alto de um morro logo ali perto. Esse não faz parte do Valle, então a visitação é gratuita.
TAMBOMACHAY
Estamos a 3.765 metros de altitude, o fôlego agora começa a ser administrado. Essa ruína é considerada como o "templos das águas", é possível perceber toda a tecnologia hidráulica desenvolvida pelos
Incas. A água ainda flui por um sofisticado sistema de aquedutos e
canais no pequeno complexo de terraços e piscinas construídos.
As águas que jorram são canalizadas de um lago a 25 km dali.
Tentamos entrar como quem não quer nada mas na portaria pediram nosso boleto, então fomos pela trilha secreta que passa por dentro de uma comunidade onde é subida de novo (soubemos dessa trilha pelos blogs que visitamos). A altitude pegou a Yvee de jeito em Tambomachay e acabou enjoando um pouco e sentindo meio tonta, resolvemos descer tudo de bus mesmo, ela tinha que melhorar logo pois no dia seguinte faríamos uma viagem longa tanto de van como a pé, e essa não tinha como, teríamos que estar 100%. Ficou faltando vermos Qenqo e Pisac, sendo que esta última conseguimos tirar umas fotos mesmo que distante.
PISAC
Foi construído parte como cidade, parte como complexo militar, parte
como centro cerimonial e também como espaço de observação astronômica.
Abraços e continuem nos acompanhando. Próximo post Aventurezas nua e crua