"A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos." (Fernando Pessoa)

domingo, 30 de março de 2014

Agora sim!!! Começando as Aventurezas - Valle Sagrado

   Bom, depois de conhecer um pouco de Cusco voltamos para o hostel para descansar, pois no próximo dia acordaremos cedo para comprar nosso boleto para Machu Picchu e visitar as ruínas da Sacsayhuamán, Qenqo, Pisac e Tambomachay.


   Às 6:30h já estávamos acordados, tomamos nosso "desayuno" que teve café com leite, suco, chá de coca, pães com geleia ou manteiga e fomos ao INC (Instituto Nacional de Cultura) comprar nossa entrada para MP.
   Compramos os boletos para MP por 126 soles, o Marcos queria muito Huayna Picchu (custava 25 soles) mas tem que fazer reserva 5 dias antes devido a limitação (acreditamos que seja de 200 pessoas por dia, e olha que estamos na baixa temporada) enfim, como não estava no nosso planejamento ficar esse tempo em Cusco, voltamos, guardamos os boletos no hostel, pegamos o mapa e começamos nossa grande caminhada (tudo subida) pela Av. Choque Chaca em direção à Sapantina até as ruínas do Valle Sagrado.


   Para entrar nas 4 ruínas tem que pagar uma taxa de 70 soles por pessoa, mas já tínhamos visto que dá pra ver bastante coisa sem ingressar e apesar dos peruanos terem nos oferecidos um monte de pacote (tinha um que você ia à cavalo, era bem tentador) todos tinham limitação de tempo. Resistimos e fizemos como estava no nosso roteiro, ou seja, visitamos os dois mais próximos, pegamos um bus (1 sole) até o último (também o mais alto) e veríamos os outros descendo à pé, sem pagar nada :P.













SACSAYHUAMÁN


   Começamos visitando esta ruína (uma das mais conhecidas da região) e os sinais da altitude já nos mandavam lembranças. Com mais de 4 mil metros quadrados de fortificação, esta obra possuía aspectos e significados militares para o povo Inca. Aqui o que mais impressiona, assim como todas as construções Incas, são os tamanhos das pedras e os encaixes perfeitos sem o uso de nenhum tipo de argamassa. Já lemos que essas pedras foram trazidas de mais de 3 km de distância ao norte dali, incrível.
   Vale lembrar que a cultura Inca era baseada em três símbolos muito importantes: o Condor representava o céu e os deuses, o Puma representava a vida do homem na terra e a Serpente que representava o mundo espiritual, o mundo da morte. É possível vê-los em alguns detalhes.
   Muitos acreditam, e isso dá para sentir, que essas ruínas canalizam boas energias vindas do sol. Tão bom quanto o visual é o canto dos pássaros que não parava um só minuto.

 





 CRISTO BRANCO

   Saímos de Sacsayhuamán e aproveitamos para conhecer o Cristo Branco antes de pegar o bus para Tambomachay. O Cristo fica no alto de um morro logo ali perto. Esse não faz parte do Valle, então a visitação é gratuita.






TAMBOMACHAY

   Estamos a 3.765 metros de altitude, o fôlego agora começa a ser administrado. Essa ruína é considerada como o "templos das águas", é possível perceber toda a tecnologia hidráulica desenvolvida pelos Incas. A água ainda flui por um sofisticado sistema de aquedutos e canais no pequeno complexo de terraços e piscinas construídos. As águas que jorram são canalizadas de um lago a 25 km dali.
   Tentamos entrar como quem não quer nada mas na portaria pediram nosso boleto, então fomos pela trilha secreta que passa por dentro de uma comunidade onde é subida de novo (soubemos dessa trilha pelos blogs que visitamos).







 















 
   A altitude pegou a Yvee de jeito em Tambomachay e acabou enjoando um pouco e sentindo meio tonta, resolvemos descer tudo de bus mesmo, ela tinha que melhorar logo pois no dia seguinte faríamos uma viagem longa tanto de van como a pé, e essa não tinha como, teríamos que estar 100%. Ficou faltando vermos Qenqo e Pisac, sendo que esta última conseguimos tirar umas fotos mesmo que distante.

PISAC

   Foi construído parte como cidade, parte como complexo militar, parte como centro cerimonial e também como espaço de observação astronômica.




















Abraços e continuem nos acompanhando. Próximo post Aventurezas nua e crua  :P.



sexta-feira, 21 de março de 2014

Conhecendo Cusco

   Depois de passarmos o dia na estrada e finalizando com uma viagem de ônibus de 10 horas, chegamos em um dos nossos destinos principal: Cusco! A cidade tem o mesmo fuso horário do Acre mas ao descer do ônibus já sentimos o ar, clima e energia diferenciados.
  Saímos do terminal de embarque e já fomos bombardeados por pessoas indicando hostels para ficarmos. Depois de um tempo pegando informações, escolhemos um chamado Yuri's e quem nos fez a propaganda foi o próprio Yuri. Simpático, queria que pegássemos um táxi com ele e dividiríamos o valor de 8 soles, mas decidimos ter a primeira impressão da cidade andando por ela. Aparentemente pobre em questões econômicas, mas muito rica em beleza e em sua história. Seu estilo, montanhas, estátuas, se combinam e formam uma verdadeira obra de arte. Com mapa na mão e as explicações de Yuri na cabeça, chegamos no hostel em meia hora.



Qorikancha em Quéchua - Pátio Dourado (Um templo que fica dentro de Cusco, perto do centro. Foi construído como local de adoração ao Deus Sol e como observatório astronômico e era o espaço mais importante de todo o Império)

  
   Ficamos sozinhos em um quarto muito confortável, que possui três camas, internet boa, café da manhã incluso e chuveiro à gás, além de ser próximo à Plaza de Armas, uns 7 minutos andando. A diária custa 20 soles para cada. Vale lembrar que esta época é baixa temporada, por isso o preço pode variar. Passamos parte da manhã conversando com Yuri que nos deu ótimas dicas para andar na cidade.

    De banho e café tomados, partimos para conhecer a cidade. Andamos pela Avenidas El Sol e Tullunayo, nelas encontram-se várias estátuas e monumentos Incas, um mais incrível que o outro. Algumas pessoas encontravam-se deitadas na grama, aproveitando o sol que estava. Vimos um grupo jogando Capoeira e crianças brincavam de subir nas fontes e pegar na água. Pagamos 2 soles cada para visitar uma espécie de museu que se encontra dentro de uma estátua enorme de um Inca. Apelidamos essa estátua carinhosamente de "nuestro amigo", porque por sua altura, a tomamos como marco antes de tomar qualquer direção.




Centro Artesanal de Cusco



Mirador Pachacutec, 1º Imperador Inca
Dentro do Mirador




Vista da Av. El Sol

   Na hora do almoço, pesquisamos preços em alguns lugares até acharmos um que pareceu interessante. Pagamos 4 soles cada para ter sopa de ostra como entrada e frango com arroz, cebola, tomate e batata como prato principal. Barato mas totalmente diferente do que comemos no Brasil. Não lembramos o nome do local, mas pelo preço provalvemente voltaremos lá e experimentaremos outros pratos que não pedimos porque acreditamos que o garçom (e os peruanos em geral) falam tão rápido que não entendíamos quase nada e só fazíamos concordar pra evitar a fadiga. Mas estaremos mais espertos da próxima vez. 


O tempero eh muito diferente
    Mesmo de bucho cheio e com a temperatura caindo cada vez mais, decidimos ir à uma estátua que está em uma das montanhas mais próximas, ou seja: acima. Seguimos pelas ruas que envolvem o local e subimos as escadas, perdendo a conta dos degraus lá pelos 300. Mas chegando lá, só tivemos a confirmação de o esforço valeria a pena. 


Escadas e mais escadas

Pachacutec


Vista Cidade de Cusco


   Continuamos a caminhada até o Mercado e finalmente fomos conhecer o Centro Histórico.


Arte em Cusco
Arte em Cusco
 


Em Plaza de Armas
 


Atahualpa - Ultimo Imperador Inca












Janta - Churrasco peruano com batatas e sem farinha